Não sei o que pensar sobre você e eu, tenho medo de pensar, de descobrir ou até de ouvir falar.
As vezes sinto você tão perto, seu abraço, sua voz, seu sorrizo, seu andar, mas as vezes sinto você tão distante, e nessas eu lembro dos beijos, dos abraços mais apertados, da barba no meu rosto, do olhar e do sorrizo que me faziam ficar muda, paralizada e trêmula, mesmo a longas distâncias.
Já não sei o que pensar, já não quero mais imaginar quanto tempo ainda restava e se restava. Todo sábado, quando não tenho mais sonhos nem imaginação tento relembrar tudo e entender porque. Entender a lógica das palavras.
Sinto que não me resta mais o que fazer, que seria perda de tempo lutar por tudo isso que sinto e que vai se apagar no buraco negro chamado tempo, mas mesmo assim, hoje, luto para que ele não tire você de mim. Não te apague do meu corpo, dos meus dedos nem da minha boca, mas só me resta esperar.
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